domingo, 13 de junho de 2010

Exercício Extra 03 - 2o Bimestre (ENCERRADO)

** Leia o texto "os 10 costumes mais estranhos da história" e escreva um diálogo, em primeira pessoa, entre um antropólogo evolucionista e um antropólogo funcionalista,
analisando os costumes descritos abaixo.

*** Este exercício será aceito se enviado até às 23h da segunda-feira, dia 14 de junho de 2010.

"Os 10 costumes mais estranhos da história.
Grande parte destas tradições está agora extinta, ou quase, e a maioria desafia nossa compreensão parecendo bárbaras ou sem sentido.


10 – Geishas

Geishas são tradicionais artistas japonesas cuja função é entreter seus clientes. Contrário à crença popular, geishas tradicionais não são prostitutas e não oferecem sexo como um de seus serviços.

Em 1900 havia cerca de 25.000 geishas no Japão. Hoje estima-se que haja apenas 100. Diferente de antigamente, as geishas de hoje não são vendidas quando crianças para as okiya (casas de geisha). Tornar-se uma geisha hoje é completamente voluntário. O treinamento, entretanto, continua tão rigoroso quanto antes e exige das jovens determinação e comprometimento para aprender dança tradicional, canto, música, literatura, poesia, a tradicional cerimônia do chá e mais.

9 – Concubinato

Concubinato é uma relação semi-matrimonial entre uma jovem e um homem de maior status social. Tipicamente o homem tem uma mulher oficial além de uma ou mais concubinas.

As concubinas têm direito a algum apoio do homem e seus filhos são publicamente reconhecidos como dele (embora considerados de classe inferior aos filhos da esposa oficial).

O concubinato geralmente é voluntário, da parte da noiva e/ou de sua família, visto que oferece à mulher meios de sobrevivência e estabilidade econômica.

8 – Duelos

Praticado entre os séculos 15 e 20 nas sociedades ocidentais, o duelo é um combate consensual entre duas pessoas, com armas letais equivalentes, de acordo com regras explicita ou implicitamente expostas, em razão de alguma questão de honra.

O duelo normalmente nasce do desejo de uma das partes, o desafiante, de reparar um insulto à sua honra. O objetivo do duelo não é simplesmente matar, mas sim restaurar a honra pelo envolvimento voluntário em uma situação de risco de morte.

Embora fosse geralmente ilegal, na maioria das sociedades o duelo era socialmente aceito, os participantes raramente eram processados e, se fossem, não eram condenados.

Somente cavalheiros detinham a honra necessária para participar de um duelo. Se um cavalheiro fosse insultado por alguém de classe inferior, ele não o desafiaria para um duelo, simplesmente o surraria com um chicote, bengala ou ordenaria que alguns de seus servos o fizessem.

Hoje, os duelos são ilegais em quase todos os países do mundo.

7 – Sacrifício Humano

Sacrifício Humano é o ato de matar uma pessoa como oferenda a alguma divindade ou outro poder, normalmente de origem sobrenatural. Era uma prática comum em várias culturas antigas, com o ritual variando entre elas. As vítimas eram mortas seguindo-se um ritual de forma a supostamente agradar os deuses ou espíritos.

As vítimas podiam variar desde prisioneiros até crianças ou virgens, que eram mortas queimadas, decapitadas, enterradas vivas e etc.

Com o tempo o sacrifício humano se tornou uma prática menos comum, e hoje em dia ocorrências são muito raras. A maioria das religiões condena a prática e as leis em vigor geralmente a tratam como crime.

Entretanto ainda se vê casos isolados, principalmente nas áreas menos desenvolvidas do mundo.

6 – Seppuku

Também conhecido como hara-kiri, o seppuku é o suicídio ritual pela retirada das vísceras através de um corte na barriga. Era parte importante do bushido, o código dos samurais, e era cometido pelos guerreiros a fim de evitar que caíssem nas mãos inimigas ou para atenuar a vergonha.
Um daimyo (senhor feudal) tinha o poder de ordenar que algum de seus samurais cometesse o seppuku. Em alguns casos permitiam-se que guerreiros em desgraça cometessem o seppuku ao invés de serem executados. Samurais femininos só podiam cometer o ritual sob permissão.

O seppuku era visto como um ato de honra e coragem, admirável em um samurai que reconhecera sua derrota, desgraça ou ferimento fatal.

Com o tempo desenvolveu-se um complexo ritual para o seppuku. O samurai banhava-se e era vestido com roupas brancas. Comia seu alimento favorito e, quando terminado, seu tantõ (punhal) era colocado sobre seu prato. Então o guerreiro preparava-se para a morte escrevendo um poema da morte. Com seu kaishakunin (auxiliar de confiança) ao lado, ele abria seu quimono e cravava a faca no abdômen, abrindo um corte da esquerda para a direita. No mesmo momento o kaishakunin faria então um daki-kubi, ou seja, deceparia a cabeça do samurai com um único golpe de espada.

O seppuku foi proibido no Japão em 1873, mas nunca parou de ocorrer.

5 – Eunucos

Eunucos são homens castrados. O termo “eunuco” é usado geralmente para se referir à homens castrados que designam algum papel social em função disso.

Os primeiros registros de eunucos datam de 21 A.C. na antiga Suméria. Desde os eunucos desempenharam vários papéis em diversas sociedades diferentes. Desde cortesãos, cantores (os famosos castrati), especialistas religiosos, oficiais do governo e comandantes militares

A função mais comum, no entanto, é a de serviçal íntimo da corte (eunuco vem do grego “guardião da cama”). Na visão da época a castração os tornavam serviçais mais submissos e mais fieis.

Na China os eunucos tinham uma posição de status. Eram os funcionários preferenciais do imperador alcançando importância e poder maiores que os dos primeiros ministros. O Imperador via sua incapacidade de ter herdeiros como garantia de que não tentariam trair o trono por poder.

No fim da Dinastia Ming, cerca de 70.000 eunucos trabalhavam no palácio imperial. O poder que alguns alcançavam era tão grande que a auto-castração teve que ser proibida em todo o país.

Em 1912 o número de eunucos a serviço do Imperador era de 470.

4 – Chanzú

Do chinês “pés atados” o Chanzú foi uma prática comum na China durante cerca de 1000 anos. Meninas, na faixa dos quatro aos sete anos, tinham os pés atados com bandagens apertadas de forma que não pudessem crescer. Com o crescimento natural, os pés comprimidos se quebravam e cicatrizavam, num círculo que só terminava na fase adulta, ficando completamente deformados.

Os “Pés de Lótus”, como eram chamados, não passavam dos 10 cm de comprimento, e eram visto como sinal de status social e elegância.

O processo era complexo e deveria ser repetido a cada dois dias. Os pés eram untados em uma mistura de ervas e sangue de animal a fim de prevenir qualquer necrose. As unhas eram aparadas para evitar infecção. Em seguida a menina tinha os pés massageados. Bandagens eram imersas na mesma mistura de sangue e ervas. Cada um dos dedos era então quebrado e enrolado firmemente na bandagem úmida. Com a secagem, estas se contraíam e puxavam os dedos na direção do calcanhar.

A cada novo processo as bandagens eram presas mais fortes, tornando o ritual sempre doloroso.

Apesar dos cuidados, as infecções eram comuns. Necroses ocorriam constantemente acarretando na perda do dedo. Com o crescimento os problemas aumentavam. Caminhar se tornava difícil. Qualquer queda poderia causar uma fratura.

No século 17 surgiram as primeiras tentativas de abolir a prática, mas foi somente com a queda da Dinstia Qing e a proclamação da Nova República da China, em 1911, que a prática foi proibida por lei.

Hoje ela é praticamente extinta, mas muitas chinesas idosas ainda carregam suas marcas.

3 - Enterro Celeste

Enterro celeste ou, ritual da dissecação, era uma prática comum no Tibet. O cadáver era cortado em pequenos pedaços e colocado no alto de uma montanha, ficando exposto aos elementos e aos animais (especialmente aves de rapina). Em tibetano a prática é conhecida como jhator, que significa literalmente “dar as almas aos pássaros”.

A maioria dos tibetanos são adeptos do budismo, que prega o renascimento. Não há necessidade de preservar o corpo, que é agora vazio. Como o terreno tibetano é rochoso e muitas vezes difícil de cavar, o enterro celeste tornou-se uma forma prática de se livrar do corpo. A prática é considerada um ato de generosidade,

Os jhator tradicionais são feitos em áreas específicas do Tibet. O processo completo é longo e caro e quem não pode paga-lo simplesmente tem o corpo deixado em alguma pedra, onde apodrecerá e será comido por animais.

O corpo é primeiro velado por monges, que entoam cânticos e queimam incensos. O desmembramento é feito por um monge. Muitas testemunhas dizem que o desmembramento não é feito com cerimônia, nem com seriedade, mas sim como qualquer outra tarefa diária.

O processo varia de caso pra caso. Em alguns os membros são cortados e entregados para assistentes, que os esmagam com pedras até viraram uma pasta que é misturada com tsampa. Em outros a pele é arrancada do corpo e atirada aos corvos. Os ossos eram triturados e também misturados com tsampa.

O governo chinês proibiu a prática em 1960, mas a legalizou novamente em 1980.

2 – Sati

O Sati (ou Suttee) é um costume hindu no qual a viúva se sacrifica queimando-se viva junto do marido em sua pira funerária.

Não se sabe a origem exata do costume. Embora ele seja associado com os indianos, práticas semelhantes ocorreram também entre os egípcios, chineses e vikings. A maior parte dos indianos nega que seja um costume hindu, visto que não consta nada a seu respeito em nenhum de seus textos sagrados.
O sati é supostamente um ato voluntário. Argumenta-se, no entanto, que muitas mulheres podem ver-se impelidas a cometê-lo por pressão da sociedade e dos familiares.

Muitas explicações foram dadas para a tradição. A mais óbvia delas é que a Índia é uma sociedade centrada no homem, as viúvas não podem casar novamente e são destinadas a passar o resto da vida à margem da sociedade. Alguns a atribuem o costume aos Rajputs que, há tempos, teriam perdido milhares de homens em combate com os muçulmanos, deixando varias viúvas que se sacrificaram para não cair nas mãos do inimigo.

Visto com horror pelos ocidentais o sati foi proibido pelo governo britânico em 1829, mas nunca foi extinto de fato. Desde a independência da Índia, em 1947, cerca de 40 casos foram noticiados. O mais recente deles aconteceu em 1987. A jovem Roop Kanwar, de 18, estava casada a apenas 8 meses quando seu marido faleceu em decorrência de uma apendicite. Os vizinhos disseram que no dia seguinte, durante seu funeral, a viúva apareceu, vestida com seu traje de casamento, sentou-se na pira, com a cabeça do marido no colo, e ordenou que acendessem as chamas. Cerca de 40 testemunhas foram presas acusadas de envolvimento na morte, mas ninguém testemunhou e, após 9 anos de disputa, os acusados foram inocentados.

1 – Auto-Mumificação

A auto-mumificação foi prática corrente entre um pequeno grupo de monges budistas do norte do Japão conhecidos como Sokushinbutsu. A fim de alcançar o status de Buda, os monges tiravam sua própria vida através de um processo de mumificação.

Por um período de três anos o monge se alimentava de uma dieta especial composta somente por nozes e sementes, acompanhada por um programa de atividades físicas rigorosas. Esse período visava acabar com toda a gordura de seu corpo.

Nos próximos outros três anos ele se alimentava somente de cascas de árvores e raízes e tomavam um chá venenoso feito da seiva da árvore de Urushi, que contém urushiol, substancia normalmente usada para embeber a ponta de lanças e flechas. Esse processo causava fortes vômitos e a perda sistemática dos fluidos corporais.
Finalmente o monge se trancava em uma tumba de pedra, pouco maior que seu corpo, onde permanecia imóvel na posição de lótus. Sua única conexão com o mundo exterior eram um tubo de ventilação e um sino. À cada dia ele tocava o sino uma vez. No dia que o sino não tocasse, seus amigos saberiam que ele estaria morto.

O processo longo e doloroso requeria muito de seus praticantes, mas nem todos tinham sucesso no fim. Algumas tumbas, quando abertas, conservavam apenas o corpo apodrecido de seu hóspede.

O governo japonês tentou proibir a prática no fim do século 19, mas ela continuou no século seguinte. Hoje a prática é proibida."

Para ver as fotos:
http://www.adrenaline.com.br/forum/geral/185666-os-10-costumes-mais-estranhos-da.html

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Exercício Extra 02 - 2o Bimestre (ENCERRADO)

Leia o texto abaixo e escreva uma dissertação de, no mínimo, 4 parágrafos, ligando as informações do texto com, pelo menos, 4 conceitos da antropologia clássica.

“Nifda Mohammed, 20 anos, nasceu na Somália. Agora vive nos Estados Unidos, mas o pesadelo da circuncisão feminina ainda a assombra. Em seu país, 98% das mulheres têm toda a parte externa dos genitais removida e a vagina costurada de forma a deixar um buraco de pouco mais de meio centímetro, por onde sai a menstruação e a urina.
Nifda sofreu o procedimento quando tinha 9 anos: "Minha mãe e meu pai juntos me seguraram. Eu gritava de dor e me cortavam, cortavam, cortavam. Demorou tanto..." A "operação", em seu caso, foi feita com uma tesoura de alfaiate -normalmente são usadas facas ou lâminas de barbear, sempre sem anestesia.
Hoje Nifda teme por sua filha de 3 anos. "Minha sogra acha que Amina já está na idade certa de ser cortada. Tenho medo de deixar minha filha com ela, sempre que saio, levo meu bebê junto.
A circuncisão não é um assunto fácil para Nifda, e ela tem vergonha de falar sobre isso: "No meu país, esse é um tabu. Mas preciso falar, porque não quero que minha filha sofra com as constantes infecções que me atacaram nem que tenha as horríveis cicatrizes que dóem quando eu ando ou sento". Cerca de 15% das meninas que são circuncidadas morrem de choque, hemorragia ou infecção.
"Minha vagina ficou tão fechada que o sexo na minha noite de núpcias foi difícil. Quando Amina nasceu, fiz cesariana por causa de todos os meus problemas", conta Nifda. Ela se juntou a Mimi Ramsey, uma enfermeira de 47 anos que foi circuncidada quando criança, na Etiópia, e é a fundadora da associação "Forward USA" (algo como "Estados Unidos para a frente"), que se dedica a educar pais imigrantes sobre os perigos da mutilação feminina.
Por meio de Ramsey, Nifda achou um médico americano que a operou para amenizar os problemas da circuncisão. Nifda também pediu a Ramsey que conversasse com sua sogra, "mas ela não se convenceu. É uma pessoa sem estudo, acha que isso é essencial. Na minha cultura, eu preciso obedecer a minha sogra."
Como nos Estados Unidos o procedimento é ilegal, geralmente são os próprios pais que fazem a operação. "Um pai na Califórnia se orgulha de ter feito isso", conta Ramsey. Outros levam as crianças para o país de origem, fazem a circuncisão e voltam para os EUA.
Há cerca de 130 milhões de meninas e mulheres circuncidadas no mundo e cerca de 2 milhões passam pelo procedimento a cada ano. Mas desde que a prática começou a ser divulgada, oito países africanos, o Egito e mais sete países ocidentais transformaram o costume bárbaro em crime.
Nos EUA, duas mulheres garantiram asilo político no país ao fugir da circuncisão - antes disso, travaram extensas batalhas jurídicas e passaram muitos anos em prisões para imigrantes. A ONU estima que ainda deve demorar três décadas até que se consiga erradicar a circuncisão feminina no mundo.” (abril de 2000)

*** Este exercício será aceito se enviado até às 12h do sábado, dia 12 de junho de 2010.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Roteiro da Resenha - 2o Bimestre

Filme: Diamante de Sangue (2006)


Atenção:

• A formatação dos trabalhos deve seguir as normas da ABNT. Essas normas estão na apostila disponível na mecanografia ou por email (blogdesociologia2@gmail.com). Leia com atenção e siga todos os passos. A formatação correta do trabalho não soma pontos, mas a errada, subtrai.

• O trabalho deve ser digitado e pode ser feito individualmente, em dupla ou em trio.

• A resenha deve ser entregue na data combinada. Não haverá exceções, portanto, não deixe para fazer o trabalho em cima da hora e o imprima antes do dia de entrega. Se você deixar o trabalho para imprimir no colégio no dia de entrega e algum problema o impedir, a responsabilidade será exclusivamente sua.

• Não serão aceitas resenhas com nomes e/ou números escritos à mão.


Partes da resenha:

Parte 1 – Introdução – Explique o objetivo e os caminhos que você seguiu na elaboração do trabalho. É recomendável que a introdução seja feita depois do desenvolvimento e da conclusão. A introdução funciona como um resumo do trabalho.

Parte 2 – Desenvolvimento – Esta parte deve conter uma dissertação que analise o filme “Diamante de Sangue” utilizando os conceitos da Antropologia clássica. Utilizem as teorias para analisar criticamente o filme. Vocês têm liberdade para utilizar outros conceitos (como os da sociologia clássica) e comparar realidades, mas não se esqueçam da teoria estudada e cuidado para não caírem no senso comum. Esta dissertação deve ter, no mínimo, 02 páginas.

Parte 3 – Conclusão – Explique a quais conclusões teóricas você chegou ao fazer este trabalho. Atenção: a conclusão não é sobre a sua experiência ao fazer o trabalho, é sobre a conexão entre a teoria e o filme. A teoria se encaixou no filme de que forma? Alguma das escolas teóricas está certa? Qual? Por quê? Etc.


Pontuação

• Introdução: 0,5 pontos.
• Desenvolvimento: 2,0 pontos.
• Conclusão: 0,5 pontos.
• Total: 3,0 pontos.

Estudo Dirigido - 2o Bimestre

1) Cite e explique as três subáreas da antropologia do século XIX.

2) Defina etnocentrismo, eurocentrismo e relativismo cultural. Diga também de qual escola teórica da antropologia é cada um dos conceitos.

3) Defina como cada escola teórica da antropologia clássica explica a morfologia social.

4) Conceitue aculturação e dê um exemplo histórico, explicando-o.

5) Defina estrutura social segundo estruturalistas.

6) Defina sociedade e função da sociedade segundo os funcionalistas.

7) Explique segundo o evolucionismo, o funcionalismo e o estruturalismo porque determinados costumes surgem ou desaparecem nas sociedades.

8) Compare a sociologia e a antropologia do século XIX, e cite três características que diferenciam essas ciências.

9) Quais são as três críticas que os estruturalistas fizeram aos funcionalistas?

10) Segundo Lévi-Strauss, o que são estruturas elementares? Quais são as suas 3 relações básicas? Explique as três.

11) A observação participante é um método de estudo antropológico. No que consiste esse método, qual a escola teórica que o desenvolveu e quais as 3 etapas deste método?

12) Defina instituições sociais segundo funcionalistas.

13) Explique o princípio de transformação social segundo estruturalistas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aula 05 - 2o Bimestre

Estruturalismo (séc. XX)

Principal antropólogo: Claude Lévi-Strauss

Estrutura Social: elaboração teórica capaz de dar sentido aos dados empíricos de uma certa realidade. É a estrutura social que organiza, relaciona e sustenta todos os elementos da sociedade. Os elementos da estrutura são invariáveis.

- Os estruturalistas dividiam as sociedades em simples e complexas; tradicionais e modernas; não-capitalistas e capitalistas. No entanto, eles NÃO propunham nenhuma lei evolutiva.

- Para os estruturalistas, a história não é importante e o indivíduo não é responsável pela sua vida. A sociedade, a estrutura social, é que manda no indivíduo e só quem consegue perceber isto são os cientistas.

- Então como a sociedade muda? O princiapl princípio de transformação social é o princípio geracional. A cada geração surge a possibilidade de transformação para que resolvamos os problemas sociais.

- Assim como os funcionalistas, os estruturalistas pretendem estudar o aqui e o agora. Os estruturalistas acreditam que o entendimento da história é atividade exclusica do historiador. A análise sincrônica é papel d@ antropólog@.

- Lévi-Strauss justifica a análise sincrônica afirmando que a explicação para determinado traço cultural não está no processo histórico, e sim na estrutura social. Segundo ele, descobrir as origens de traços sociais leva os pesquisadores a considerarem uma mudança como inevitável (evolucionismo) ou necessária (funcionalismo).

- Os estruturalistas afirmavam que os mecanismos mentais humanos são universais, ou seja, todos somos iguais. Por trás das diferenças culturais existem estruturas elementares comuns a todas as sociedades.

Estruturas Elementares: base comum a todas as sociedades. Elas são compostas de 3 relações básicas:

1. Relação de Consaguinidade
2. Relação de Aliança
3. Relação de Filiação

Aula 04 - 2o Bimestre

Funcionalismo

- Como entender os costumes, as funções de uma sociedade que não é a sua sem pré-conceitos? Fazendo parte dela. Como? Por meio da observação participante.

Segundo Malinowski, a base do trabalho antropológico é a observação participante, e esta se divide em 3 etapas:

1. Observação de cada detalhe da vida social, mesmo os que aparentam sem importância, para tentar descobrir seus significados.
2. Selecionar aquilo que é mais importante para entender a sociedade.
3. Sintetizar o que foi observado em um quadro das grandes instituições sociais.

Instituições Sociais: núcleos ordenados da sociedade que possuam um grupo humano organizado, com normas, valores e uma infra-estrutura material e física.

- Com os funcionalistas, as sociedades tribais passaram a ser entendidas em si mesmas e não em comparação à Europa. Seus costumes não são mais considerados como "sobrevivências" ou "fósseis vivos". No entanto, o contato destas sociedades com a cultura européia gerou um novo fenômeno: a aculturação - processo pelo qual duas sociedades tendem a intercambiar traços culturais e costumes, mas com a sobreposição da sociedade mais "forte".

- Os funcionalistas não consideravam as sociedades não-capitalistas como inferiores, mas ainda as consideravam diferentes.

- Críticas ao funcionalismo:

1. Colaboraram com a dominação colonial européia.
2. Por acreditarem na neutralidade do cientista, não intervinham no processo de aculturação.
3. Não se preocupavam com os conflitos nem com o futuro das sociedade que estudavam.

 

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